Dies Irae

terça-feira, junho 26, 2007

Pior, talvez, que a interrogação seja a certeza;

Temo infindavelmente por este parecer:
tão melodioso para as cadeias pulsantes;
de nosso tempo, sem paridades.

Findo o finito do ser
em hora não apropriada.

Nunca estamos prontos.. a hora não passa, nem chega;
silencia



e como marionetes respondemos a uma sequência de comandos nervosos
nossas expressões são medidas a fundo sem ponto nem vírgulas;

e jamais reveladas a nós mesmos
odeio.


Quem gosta de si mesmo? ou quem desgostaria de trás para a frente?

Arrependimento- consegui ridicularizar essa.

Estamos perto o bastante para que isso proporcionasse mais uma grande perda de tempo.



Em tempos tão lindos...



estes.

sábado, junho 16, 2007

Noto as estrelas, finalmente;
mas elas me notam então e mais uma desaparece...
esmereço diante tal antepóstumo-cataclisma e enrubeço porquanto:
enrugueces-me com tua exuberância... e mórbida!

Creio eu, ser um mero coadjuvante de tua parte sórdida, que me cabe... assim almejo.
Senão execrível inoportuno ao ritmo do seu tic-tac sedento de realejos:
os quais jamais ha de conhecer(,) graças ao instinto materno.
minha mãe também o carrega assim penso eu.

O tic-tac de cada um geralmente encontra-se triste;
é conhecido como "tempo" e todos acham que ele bate regressivamente.
O extinto instinto materno não soa engraçado nas piadas...
Que adentram nossas janelas como travesseiros sob medida:
incluso o dente sob a fronha, a razão deve ser festiva...

Era uma vez uma galinha

e partiu jardim afora no desabrochar de sua vida

pradarias, savanas

sem dívidas maternas...

para com seu ovo abandonado no qual encontrara-se parido.

e ele foi feliz, mesmo tendo pesadelos com a vingança da casca.



Teve galinhos e sua resposta;
para a pergunta que recém surgira frente a resposta.

Sem o absorto e repentino, quase inesperado, surgimento dessa resposta (tudo culpa do frango) jamais a galinha sentiria algo...

Jamais sentiríamos, senão fossem as flores

Mas o que sentem elas?



O que sinto eu, quando me olho nos olhos...

segunda-feira, junho 04, 2007

"Can't buy me love..."



Hoje fui a feira, como Amélie, apalpar frutas; escolher a que mais me agradava o tato...
Já que de dissabores perdi o olfato, noites ao relento e amanheceres de orvalho úmido.

Pus um chapéu de caubói, não sei mais o que usar; no que acreditar...

Cantarolei canções antigas, fiz os pássaros recordarem... sentei sob aquele mesmo sol:
respirei mais uma vez.

Solstício dos ardores, juventude em equinócio: tempestades em retrocesso (?)
Destruindo o que já está destruído... transcendendo
Não tenho uma cadeira de balanço, mas dela te contemplo;
Comprazo-me com a sensatez porquanto me embriago de torpor.
Vida e morte de mãos dadas, rumo às tuas órbitas!

Promovi um encontro de cores mais tarde, elas não compareceram, todas, por ser mais tarde.
O marrom mandou severas lembranças do preto... enquanto o cinza sorria para o meu pulmão e toda a massa que restava.

"It's all over now baby blue!"

Porque nada passa desapercebido perante nossos olhos, e nossas escolhas são sempre sábias.

Nossos medos já não os tememos mais, as revistas são velhas e as vitrolas viraram enfeite.

Acordei de coma ontem a noite e percebi que em 20 anos a guerra tinha ido parar dentro das pessoas, e a variedade de cervejas nos supermercados tinha aumentado consideravelmente.

E simpsons é ótimo!


Fareweel, be welcome ;)