Dies Irae

quarta-feira, setembro 26, 2007

Um brinde ao fim dos tempos,
nem eu e nem você;

O que esperavas do destino? Que te fosse agradável?

A vela ilumina as palavras esclarescedoras... que te ensandecem enquanto as cortinas queimam e tudo é consumido pelas chamas da tua sina;

O calor que vem de ti não me intimida mais.

Nossos olhares tem a atenção desviada pelas marcas do tempo, os sorrisos amarelos e sem o brilho no olhar...

O por-do-sol já não dá mais ares de quem quer nascer mais uma vez... tendo em vista motivos já tão mastigados por aqui.

Efeito de droga alguma vai te transcender ser, acorda.

Ou acorda em qualquer esquina se é isso que tu quer.

Concordo, também não dá pra viver só de malabarismos... nosso destino é tocar o berrante e conduzir uma platéia ao delírio (sendo que sequer levamos a nós mesmos...)

Por isso não questione quando aplaudo em silêncio, ou se sorrio chorando...

Gosto de interpretar, canto ao caminhar;

Só não canto pra chuva parar nem tampouco pra vento que sopra levar o que tem dentro de mim.

Canto pros que de espinhos irão coroar-me...

e canto.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Criança pequenina:

faça com que o vento sopre contra a rotina,
rime palavras com gramíneas....
e o ontem com agora;

Vamo'simbora que o vento vai embora e ele nos leva já que não "quéis" levar...

inspiração, pro vento...

... dessa sina nos soprar

vai levando o tempo com os contratempos, que "outrora findarás"

sim. È o presente o passado, uma apóstrofe no lugar errado, um ponto sem final
e o caps lock contribuí para que a expressão exceda o "limiar da imperitividade[zação]"....


sim, desconheces o vocábulo que não consta no dicionário do cândido
porquanto impregna de bar o teu ser;

Sonho em desencontrar-me com o imensurável para concebê-la em meus vislumbres:
Pois bem sei que disso não passas e que sonhos tampouco são sonhos...

By the way, vou ter com eles


isso ta ficando curto demais né?

segunda-feira, setembro 10, 2007


"Jamais trates como prioridade quem te trata como opção"

autor não recordado no momento...



quarta-feira, setembro 05, 2007

Eu já fui criança um dia e gostava de fechar os olhos a cada mundo que Lobato me apresentava...

Quintana mesmo... provou-me que poesias eram compreensíveis àquela altura;

Bigado... muito mesmo!

Mal posso acreditar que o meu pequeno almejo de fantasia, herói, foi rascunhado aonde busco inspiração... Exupery, por deuS, como achastes o campeche???

Me perguntava: "Por que (não somente o meu), mas todos os avôs são mais pais que os genitores?"

A resposta apesar de explícita é raramente uma filosofia para nós, ex-crianças, e "como assim filosofia?"

Como assim "ex-crianças", isso sim!

Estamos na esquina dos tempos e as crianças querem brincar;
sorriem com aparelhos e estão cansadas de poemas intrínsecos sobre tanques e rosas.
Invejam nossas brincadeiras do passado ao invés de ridicuralizá-las...
e simpatizam com Peter Pan.

Cada vez menos, é verdade.

E cada vez mais nos distanciamos mais e mais do ponto de partida;
tendo como certa a chegada, no incerto que críamos ao longo do percurso.

Pegam atalho os que escrevem para as crianças.

E qual sua sensação ao passar por um túnel?

Quero gritar enquanto tenho garganta, valorizar enquanto ainda a tenho;

amar quem comigo se encontrar

e encontrar-me enquanto à amo.



*Feliz aniversário Nai!!*