Um brinde ao fim dos tempos,
nem eu e nem você;
O que esperavas do destino? Que te fosse agradável?
A vela ilumina as palavras esclarescedoras... que te ensandecem enquanto as cortinas queimam e tudo é consumido pelas chamas da tua sina;
O calor que vem de ti não me intimida mais.
Nossos olhares tem a atenção desviada pelas marcas do tempo, os sorrisos amarelos e sem o brilho no olhar...
O por-do-sol já não dá mais ares de quem quer nascer mais uma vez... tendo em vista motivos já tão mastigados por aqui.
Efeito de droga alguma vai te transcender ser, acorda.
Ou acorda em qualquer esquina se é isso que tu quer.
Concordo, também não dá pra viver só de malabarismos... nosso destino é tocar o berrante e conduzir uma platéia ao delírio (sendo que sequer levamos a nós mesmos...)
Por isso não questione quando aplaudo em silêncio, ou se sorrio chorando...
Gosto de interpretar, canto ao caminhar;
Só não canto pra chuva parar nem tampouco pra vento que sopra levar o que tem dentro de mim.
Canto pros que de espinhos irão coroar-me...
e canto.


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