Dies Irae

segunda-feira, junho 04, 2007

"Can't buy me love..."



Hoje fui a feira, como Amélie, apalpar frutas; escolher a que mais me agradava o tato...
Já que de dissabores perdi o olfato, noites ao relento e amanheceres de orvalho úmido.

Pus um chapéu de caubói, não sei mais o que usar; no que acreditar...

Cantarolei canções antigas, fiz os pássaros recordarem... sentei sob aquele mesmo sol:
respirei mais uma vez.

Solstício dos ardores, juventude em equinócio: tempestades em retrocesso (?)
Destruindo o que já está destruído... transcendendo
Não tenho uma cadeira de balanço, mas dela te contemplo;
Comprazo-me com a sensatez porquanto me embriago de torpor.
Vida e morte de mãos dadas, rumo às tuas órbitas!

Promovi um encontro de cores mais tarde, elas não compareceram, todas, por ser mais tarde.
O marrom mandou severas lembranças do preto... enquanto o cinza sorria para o meu pulmão e toda a massa que restava.

"It's all over now baby blue!"

Porque nada passa desapercebido perante nossos olhos, e nossas escolhas são sempre sábias.

Nossos medos já não os tememos mais, as revistas são velhas e as vitrolas viraram enfeite.

Acordei de coma ontem a noite e percebi que em 20 anos a guerra tinha ido parar dentro das pessoas, e a variedade de cervejas nos supermercados tinha aumentado consideravelmente.

E simpsons é ótimo!


Fareweel, be welcome ;)