Dies Irae

sábado, junho 16, 2007

Noto as estrelas, finalmente;
mas elas me notam então e mais uma desaparece...
esmereço diante tal antepóstumo-cataclisma e enrubeço porquanto:
enrugueces-me com tua exuberância... e mórbida!

Creio eu, ser um mero coadjuvante de tua parte sórdida, que me cabe... assim almejo.
Senão execrível inoportuno ao ritmo do seu tic-tac sedento de realejos:
os quais jamais ha de conhecer(,) graças ao instinto materno.
minha mãe também o carrega assim penso eu.

O tic-tac de cada um geralmente encontra-se triste;
é conhecido como "tempo" e todos acham que ele bate regressivamente.
O extinto instinto materno não soa engraçado nas piadas...
Que adentram nossas janelas como travesseiros sob medida:
incluso o dente sob a fronha, a razão deve ser festiva...

Era uma vez uma galinha

e partiu jardim afora no desabrochar de sua vida

pradarias, savanas

sem dívidas maternas...

para com seu ovo abandonado no qual encontrara-se parido.

e ele foi feliz, mesmo tendo pesadelos com a vingança da casca.



Teve galinhos e sua resposta;
para a pergunta que recém surgira frente a resposta.

Sem o absorto e repentino, quase inesperado, surgimento dessa resposta (tudo culpa do frango) jamais a galinha sentiria algo...

Jamais sentiríamos, senão fossem as flores

Mas o que sentem elas?



O que sinto eu, quando me olho nos olhos...