Dies Irae

terça-feira, maio 08, 2007

Nem o hoje não mais te pertence:
podia ao menos ter não raiado mediante tua instância...
custei ouvindo solitudes comigo mesmo, agora vou ajudá-las;
-Lo, me... oh!

Podes compreender o som que toca teus tímpanos e desnuda teu ser?

Tampouco ouses querer...


Queria também compreender os sons e o querer.

Pero jamais ousaria disfarçar um único ser; já temo por mim o bastante por seguir ousando em disfarçar-me de mim mesmo

numa cena escondida-




Oi, tono

ovelhas de coturno vieram com o outono;
quero descansar sobre elas, desafinar para que o amanhã seja apenas uma ressaca moral
de ovelhas (sem problemas) sem clones nem cordas entrelaçadas°
o sol surge preso à sua sina... as palavras nunca me perteceram
tudo queima exceto a tua chama
e nada finalmente existe, quero... olá!

-Bem sabeis, que não existimos.

Quero entender.

-Não precisas, tudo podes suprir.

aham, até o tempo...

-Tens-o todo.

Não gosto dêle.

-É teu, usa-o... como cronômetro, de tuas demarcações...

Nem era... TEMPO TU SENTE??? ALOW??
DO NOT ALLOW
FALOU!

euiaeaheu

...


amanhã tem casório:
quero declarar amor aos meus ideais enquanto questiono se amor seria a palavra apropriada;
para sussurrar no teu ouvido em noites de lua...
incitar paixões no destino do teu olhar e apoderar-me da carne; porquanto crua.

Carne que molha ante o olhar e a chuva, esvai-se e perdura em devaneios, finos manejos e pode ser digerida se assim for para ser hehe...

Entretanto, amo o que findo e findo o que amo
e há de haver reciprocidade


no próximo capítulo ;]