terça-feira, janeiro 25, 2011
quarta-feira, setembro 26, 2007
Um brinde ao fim dos tempos,
nem eu e nem você;
O que esperavas do destino? Que te fosse agradável?
A vela ilumina as palavras esclarescedoras... que te ensandecem enquanto as cortinas queimam e tudo é consumido pelas chamas da tua sina;
O calor que vem de ti não me intimida mais.
Nossos olhares tem a atenção desviada pelas marcas do tempo, os sorrisos amarelos e sem o brilho no olhar...
O por-do-sol já não dá mais ares de quem quer nascer mais uma vez... tendo em vista motivos já tão mastigados por aqui.
Efeito de droga alguma vai te transcender ser, acorda.
Ou acorda em qualquer esquina se é isso que tu quer.
Concordo, também não dá pra viver só de malabarismos... nosso destino é tocar o berrante e conduzir uma platéia ao delírio (sendo que sequer levamos a nós mesmos...)
Por isso não questione quando aplaudo em silêncio, ou se sorrio chorando...
Gosto de interpretar, canto ao caminhar;
Só não canto pra chuva parar nem tampouco pra vento que sopra levar o que tem dentro de mim.
Canto pros que de espinhos irão coroar-me...
e canto.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Criança pequenina:
faça com que o vento sopre contra a rotina,
rime palavras com gramíneas....
e o ontem com agora;
Vamo'simbora que o vento vai embora e ele nos leva já que não "quéis" levar...
inspiração, pro vento...
... dessa sina nos soprar
vai levando o tempo com os contratempos, que "outrora findarás"
sim. È o presente o passado, uma apóstrofe no lugar errado, um ponto sem final
e o caps lock contribuí para que a expressão exceda o "limiar da imperitividade[zação]"....
sim, desconheces o vocábulo que não consta no dicionário do cândido
porquanto impregna de bar o teu ser;
Sonho em desencontrar-me com o imensurável para concebê-la em meus vislumbres:
Pois bem sei que disso não passas e que sonhos tampouco são sonhos...
By the way, vou ter com eles
isso ta ficando curto demais né?
segunda-feira, setembro 10, 2007
quarta-feira, setembro 05, 2007
Eu já fui criança um dia e gostava de fechar os olhos a cada mundo que Lobato me apresentava...
Quintana mesmo... provou-me que poesias eram compreensíveis àquela altura;
Bigado... muito mesmo!
Mal posso acreditar que o meu pequeno almejo de fantasia, herói, foi rascunhado aonde busco inspiração... Exupery, por deuS, como achastes o campeche???
Me perguntava: "Por que (não somente o meu), mas todos os avôs são mais pais que os genitores?"
A resposta apesar de explícita é raramente uma filosofia para nós, ex-crianças, e "como assim filosofia?"
Como assim "ex-crianças", isso sim!
Estamos na esquina dos tempos e as crianças querem brincar;
sorriem com aparelhos e estão cansadas de poemas intrínsecos sobre tanques e rosas.
Invejam nossas brincadeiras do passado ao invés de ridicuralizá-las...
e simpatizam com Peter Pan.
Cada vez menos, é verdade.
E cada vez mais nos distanciamos mais e mais do ponto de partida;
tendo como certa a chegada, no incerto que críamos ao longo do percurso.
Pegam atalho os que escrevem para as crianças.
E qual sua sensação ao passar por um túnel?
Quero gritar enquanto tenho garganta, valorizar enquanto ainda a tenho;
amar quem comigo se encontrar
e encontrar-me enquanto à amo.
*Feliz aniversário Nai!!*
domingo, agosto 26, 2007
Levando em conta os inúmeros manuscritos dos últimos dias, deixo,
mais uma vez, que as palavras eternizadas de um poeta derretam todo o gelo;
e por um instante sejam para alguém alguma coisa...
realmente importante.
"Se este amor, ficar entre nós dois
vai ser tão pobre amor, vai se gastar
Se eu te amo e tu me amas,
um amor a dois profana
o amor de todos os mortais
porque quem gosta de maçã
irá gostar de todas
porque todas são iguais
Se eu te amo e tu me amas
e outro vem quando tu chamas
como poderei te condenar ?
Infinita é tua beleza
como podes ficar presa
que nem santa no altar ?
Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
mas compreendi que além de dois existem mais
Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
do que eu mais venero
que é a beleza de deitar "
Raul Seixas
;@³
quarta-feira, julho 11, 2007
"
O tempo cuida das feridas ou ao menos eu posso acreditar
Você tinha tanto pra dar, acho que eu não podia ver
Presentes para saltos de botas massacrarem
Promessas, desonestidade
Eu tinha que mandar isso embora
Pra nos trazer de volta de novo
Seus olhos e corpo brilhantes
Silenciosas águas profundas
Sua filha preciosa no outro quarto adormecida
Um beijo de boa noite à cada estranho que conheço
Eu tinha que mandar isso embora
Pra nos trazer de volta de novo
Manhã roubada
Falsidade deixada
Sem graça
Auto verdade é o que trouxe você aqui para mim
Um lugar onde podemos deixar esse amor livre
Amizade golpeada por histórias inúteis
Um exame em falha
Mas o que eu ainda sou para você?
Algum ladrão que te roubou?
Ou algum bobo dramático cujas chances eram remotas?
O amor nos traz para quem nós precisamos
Um lugar onde podemos salvar
Um coração que bate
Como ambos sifão e reservatório
Você é uma mulher, sou uma vitela
Você é uma janela, sou uma faca
Viemos juntos fazendo chance na luz da estrela
Me encontre amanhã de noite
Ou qualquer dia que você quiser
Não tenho mais direito de pensar como ou onde
E embora o sentido se ajuste
Não tem relevo nisso
Sinto saudades do meu amigo lindo
Eu tinha que mandar isso embora
Pra nos trazer de volta de novo"
Hoje o post nao eh meu... especialmente
Jeff Buckley - Morning theft
