Dies Irae

segunda-feira, maio 08, 2006

Não acenda as luzes ainda, espere um pouco...

Tem um bocado de vagalumes por aqui, eles brilham e me fazem querer ficar.

Eles gostam de você pelo jeito, dizem que o teu brilho é singular;
Você sorri e me diz que é só o reflexo do meu:
eu me olho no espelho e não vejo imagem alguma, sento, tomo um café...

Ridicularizo algumas pessoas nas imagens vagas de minha memória,
confundo os acontecimentos, lido com as energias e resolvo escrever mais uma vez;
repleto da mais inocente pretensão de ser inédito, sensato.

E é sempre como caminhar pelas ruas a noite:
excitante e perturbador.(*)

Vou caminhando por elas com canções, garrafas, amigos..
vou deixando tantas coisas para trás;

Certa vez parei e fiquei olhando:
e desde então deixei também algumas certezas;
tantas, que são incontáveis e indescritíveis.
inacreditáveis...
mas não impossíveis.

Impossível, é algo poder separar-nos.
Porque simplesmente não pode e está acabado, é simples assim.
Díficil é quando tentamos falar sobre, dar nomes;
e deixamos de viver
como a todo momento fazemos sem nos percebermos;

Não percebemos o suficiente, nunca teremos o suficiente;
já temos o suficiente.



O vento assovia lá fora avisando que o frio voltou.
e ele continua menos gelado do que os nossos corações, distantes...




Por hora na fila da inclusão terrena
me poupe dos detalhes!



(*) - Nota - Ow mania de adjetivar tudo, q saco!

[na vitrolenha] Burzum - todos os discos