Dies Irae

segunda-feira, maio 01, 2006

Mordo os lábios...
como se a culpa de tudo fosse deles.

Sinto o sangue ferver, borbulhando no cérebro;
sem mais,
nem menos...

As pernas fraquejam, mas nao posso cair.

O medo vem, e eu tenho de enfrentá-lo
Também vem o amor na sua cola;
mas este não se aproxima muito, sorri:
e se dissipa ante minha reação nula.

Todos tem um lugarzinho secreto, escondido.

O meu fica dentro de mim.
as vezes se deixa mostrar
quer conhecer?

Quem já foi até lá voltou diferente.

Fui eu mesmo quem decorou, por que você não quer vir?
Sim eu sei, não tenho cuidado bem dele..
bem que eu podia pôr pixe pra não vazarem as lágrimas
mas aí então as de alegria seriam contidas também...
Elas são as minhas prediletas.

Por que querem roubar nossa loucura? Por que tentam compreênde-la?
E insistem em separar a dor da felicidade;
arranjam mais adjetivos que seus sentidos jamais possam sentir:
Têm uma palavra diferente para cada coisa enquanto vivem em sua mesmisse.

A razão, bêbada como de praxe, me perguntou como eu podia amar desta forma.
Contei-lhe que o amor é mais do que o seu próprio nome, e não precisava de retorno;
a recompensa é imediata na presença de quem se ama
e não necessita de um toque físico;
que pode por em risco o enlace de duas almas.

Assim te amo.